Playgrounds inclusivos em áreas públicas de SP

FICHA TÉCNICA

Onde?

São Paulo

Status

Em andamento

Conclusão

Dezembro/2019

Uma série de brinquedos inclusivos, projetados pelo designer Lao Napolitano, da LAO Design, serão instalados em cinco áreas públicas da cidade de São Paulo. Os parquinhos, que serão entregues à população gradativamente, até o fim deste ano, atendem a crianças e adolescentes com limitações motoras e intelectuais.

O Parque Raul Seixas, em Itaquera, e a Praça Santos Coimbra, no Morumbi, foram os primeiros a receber os playgrounds. Entre as peças, estão balanços para cadeirantes, trepas-trepas e painéis sensoriais, com cubos giratórios e desenhos que formam frases, ábacos e xilofones.

A ideia, segundo Napolitano, é que todos usem esses espaços e não apenas os deficientes. “Queremos que o design una pessoas, independentemente da condição física, cultural e social, e ajude a quebrar barreiras e preconceitos entranhados em nossa sociedade”, reflete.

Esse avanço na criação de espaços públicos de uso universal é resultado do trabalho iniciado em 2015, por um grupo de mães, empresas e profissionais da iniciativa privada, em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência e com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, da Prefeitura de São Paulo. 

Histórico dos brinquedos

As peças, segundo o designer, têm origem em um brinquedão, criado em parceria com profissionais do Lar Escola São Francisco (LESF), para o Parque do Ibirapuera, em 2010. “Nessa mesma estrutura, que mede em torno de 100 metros quadrados, reunimos elementos bem diversificados, que vão de instrumentos musicais a escorregador e balanço”, explica Napolitano.

Em 2014, ao lado de equipes multidisciplinares, que integravam (muitos ainda integram) o projeto Anna Laura Parques Para Todos (ALPAPATO), foram criadas, a partir da experiência do brinquedo gigante, peças menores e mais econômicas. A Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência (AACD), da Mooca, foi a primeira instituição contemplada.

Hoje, mais de dez entidades de todo o País utilizam os equipamentos com fins terapêuticos e de pesquisa para aperfeiçoamento. “Nosso trabalho não acaba quando a obra é entregue, explica o designer. “Acompanhamos os usos, em visitas regulares, para possíveis melhorias e descobertas”, finaliza.

Send this to a friend